Category Archives: Produtividade

10 Competências Individuais Críticas

Randy Glasbergen / glasbergen.com

Randy Glasbergen / glasbergen.com

Numa altura em que empresas e pessoas procuram reduzir custos e obter ganhos de produtividade, são várias as reflexões que diariamente são feitas, quer na forma como utilizamos o tempo diário, como nas ferramentas que temos ao nosso dispor, bem como na forma como as utilizamos. No entanto, há muito que podemos trabalhar ao nível da personalidade, que pode incluir fatores como o conhecimento e a atitude perante o trabalho diário e que nos pode a ajudar a exponenciar o trabalho e as ferramentas que já dispomos atualmente.

Por esta razão, deixo aqui uma seleção de 10 competências que considero críticas para o acompanhamento das exigências atuais e futuras do mercado. A ordem dos pontos é descendente do ponto mais procurado ao menos procurado.

  1. Pensamento Crítico
    Utilizando a lógica e a razão para identificar os pontos fortes e fracos de soluções alternativas, conclusões ou abordagens aos problemas.
  2. Resolução de Problemas Complexos
    Identificando problemas complexos e verificando informação relacionada de forma a desenvolver e avaliar opções e implementar soluções.
  3. Análise e Tomada de Decisão
    Considerando cuidadosa e eficazmente os custos e benefícios relativos às várias possibilidades de tomada de decisão e seus respetivos impatos.
  4. Abertura da Mente/Pensamento
    Prestando o máximo de atenção ao que as pessoas nos estão a dizer, investindo tempo na compreensão dos pontos que nos são dados, colocando questões apropriadas e sem interromper o raciocínio.
  5. Informática e Eletrónica
    Conhecimentos em circuitos eletrónicos, processadores, equipamento eletrónico e hardware, incluindo aplicações e programas.
  6. Matemática
    Conhecimento de aritmética, álgebra, geometria, cálculo, estatística e suas aplicações práticas.
  7. Operações e Análise de Sistemas
    Determinando como um sistema ou operação deverá funcionar e como o mesmo alterna e que resultados produz quando exposto a diferentes condições, operações e ambientes. Compreender os requisitos e desenhar especificamente soluções para responder às necessidades e requisitos de um determinado produto.
  8. Monitorização
    Monitorizar e avaliar a performance individual, outros colegas ou organizações para poder melhorar e tomar ações pró-ativas baseando nas melhores práticas.
  9. Programação
    Interpretando e desenvolvendo código de programação em diferentes contextos e aplicações.
  10. Vendas e Marketing
    Conhecimento de princípios e métodos para apresentar, promover e vender produtos e serviços. Incluindo estratégia e técnicas de marketing, apresentação de produtos, técnicas de vendas e sistemas de controlo de venda.

Com estes 10 pontos pretendo referir a importância de sermos polivalentes nas tarefas diárias e no esforço/espírito crítico que devemos de colocar nas pequenas ações diárias, contribuindo de forma positiva e sólida para o nosso desenvolvimento individual.

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Benchmarking

 

 

 

 

 

 
 

Benchmarking is the process of comparing one’s business processes and performance metrics to industry bests or best practices from other industries. ~ Wikipedia

Hoje partilho um video desenvolvido pela iniciativa Saldo Positivo da Caixa Geral de Depósitos sobre o Benchmarking como método de desenvolvimento e crescimento. Quando pretendemos superar-nos a nós mesmos, precisamos de ter uma métrica, algo que nos diga qual é o nosso limite actual para conseguirmos superar-nos, permitindo-nos estabelecer um novo limite. Quando atingimos esse novo limite e não conseguimos ver para além disso, uma boa prática será analisar atenciosamente a concorrência, compreendendo o que fazem e como o fazem, e esse será logo à partida o nosso novo ponto de referência. O conceito não é novo, é básico até, mas talvez por ser tão básico e explícito, acabe por não ser explorado e até acaba por passar um pouco ao lado.

Falo individualmente, quando treinava sozinho nas minhas voltas de BTT, não tinha qualquer ponto de referência que não o meu, a minha evolução mostrou-se sempre mais linear e suave quando me baseava nas minhas próprias medições e resultados, já quando treinava acompanhado por alguém mais forte, sentia que apesar da dôr e do sofrimento, colocava muito mais pressão, analisando atenta e minuciosamente cada técnica utilizada por quem me acompanhava, permitindo-me aprender, obter melhores resultados e ser mais competitivo.

Um abraço e agradecimento especial ao meu amigo Carlos Novo, por servir um pouco de inspiração para este post.

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Multi-tasking humano = Baixa Produtividade

Multi-tasking humano refere-se à capacidade de resposta de um individuo em alterar rapidamente entre diversas tarefas, dando a ideia que estão a ser feitas diversas tarefas em simultâneo. Um pouco como acontece com os CPU’s com um único core, o processador apenas consegue fazer uma instrução de cada vez, mas dada a sua velocidade na execução das instruções, é dada a ideia ao utilizador de que o computador está a fazer várias coisas em simultâneo.

A diferença entre os CPU’s e os humanos no que toca ao multi-tasking são muitas, isto porque enquanto que o CPU executa milhões de pequenas instruções que são executadas numa escala temporal bem longe dos microsegundos, o ser humano tem de lidar com outras variantes, nomeadamente os factores distração, stress, cansaço, que acabam por ser factores críticos e implacáveis na boa execução das tarefas.

Hoje li um artigo que achei interessante, que questiona o facto de haver uma percentagem de pessoas (25% a 50%) que se têm sentido sobrecarregadas e desgastadas no trabalho. É importante percebermos as causas deste sentimento, não haverão dúvidas que um ciclista que teve 1/4 da maratona na zona de batimento cardíaco máximo, terá muitas dificuldades para aguentar os restantes 3/4 a um ritmo moderado.

Passo a citar uma das ideias mais importantes desse artigo:

(…) The biggest cost — assuming you don’t crash — is to your productivity. In part, that’s a simple consequence of splitting your attention, so that you’re partially engaged in multiple activities but rarely fully engaged in any one. In part, it’s because when you switch away from a primary task to do something else, you’re increasing the time it takes to finish that task by an average of 25 per cent.

Inclusivamente é possível fazer a experiência, obviamente que não vamos ter percentagens e valores científicos, mas pelo menos é possível definir um mês e cumprir religiosamente as regras e objectivos, ao final do dia e ao fim de um mês, com uma certa sensibilidade e espírito crítico, será possível sentir os resultados.

Garantidamente a meio e ao fim do dia serão as alturas do dia em que é possível constatar as diferenças, pois o sentimento de cansaço quando não fazemos multi-tasking, é visivelmente superior. Além do mais, as ideias parecem estar bem mais organizadas.

No artigo há também algumas dicas e ideias para sermos mais produtivos, algumas das quais, confesso que sou algo céptico pois no mundo real é difícil tirarmos férias a torto e a direito, assim como fazer pausas longas, quanto mais fecharmo-nos numa tarefa específica.

Mas penso que a ideia base está aí, quanto mais conseguirmos focalizar-nos em concluir cada tarefa (uma a uma), mais produtivos vamos ser e é nesse sentido que devemos trabalhar no nosso dia a dia, separando o que é importante do que não é, fazendo uma triagem daquilo que nos interrompe na boa e rápida execução das tarefas e definindo ações eficazes para minimizar o impacto na nossa produtividade.

Referências:

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